Como ter alta perfomance no momento da entrevista

Precisamos falar de um assunto importante: performance no momento da entrevista.

Conseguir participar de um processo de seleção não é uma tarefa fácil,por isso, a importância de não desperdiçar a conquista com um mau desempenho durante as etapas dos processos seletivos.

Como entrevistador profissional, separei alguns comportamentos inadequados a serem evitados e dicas rápidas para ajudar a melhorar o desempenho na tão esperada (e muitas vezes temida) sala de entrevista.

Vamos lá!

:: Comportamento equivocado: Já vi muita gente sênior (gerentes experientes, diretores e vice-presidentes), gastando mais tempo na entrevista falando do porquê de ter entrado e saído de cada empresa, do que contando de fato as experiências, realizações e principais contribuições.

::  Dica: Invista mais tempo contando o que você fez, como fez, e se possível, já trazendo cases que corroborem com seu discurso. Isso seguramente vai gerar mais dinamismo para sua história inclusive a deixando mais interessante.

:: Comportamento equivocado: Não pesquisar sobre a empresa. Parece óbvio que devemos pesquisar ao máximo não só sobre a empresa que vai nos entrevistar como também sobre o nosso entrevistador(a), mas a verdade é que muita gente simplesmente não o faz.

::  Dica:

> Sobre a empresa – entre no site da empresa e veja no detalhe todas as páginas e informações, com atenção especial para missão, visão e valores. Se for uma empresa de capital aberto, baixe os balanços e os comunicados aos investidores. Procure ainda no google notícias nacionais e internacionais relacionadas a empresa nos últimos anos (se ele passou por fusão, aquisição, etc). Veja sites que falem sobre a cultura da empresa, como o Love Mondays, por exemplo.

> Sobre o entrevistador – é uma boa ideia ver seu perfil no LinkedIn, observar por quais empresas ele passou, e se ele já escreveu algum artigo ou se já deu alguma entrevista (que pode ser procurado no youtube).

::  Comportamento equivocado: Na hora de contar sobre o histórico profissional, já vi gente contando em 3 minutos, e gente contando em mais de uma hora. Uma vez pedi para um executivo me contar sobre as últimas três experiências dele, e ele me respondeu: “Claro, vou contar sim, mas antes deixar eu te explicar por que eu decidi fazer faculdade de contabilidade. O meu pai, que é contador, se formou em…”. Resultado: Eu tinha reservado uma hora para a entrevista (e ele foi avisado disso). Educadamente, tive que interromper a reunião quando ele recém tinha terminado de me contar sobre o histórico profissional do pai, para não atrasar o meu próximo compromisso.

:: Dica:  Quando o entrevistador abrir para você contar sobre o histórico profissional, não seja 8 nem 80. Calcule que entre 20 e 30 minutos é um tempo bom para você falar sobre sua carreira, dando mais importância para as últimas 3 experiências ou para os últimos 10 anos profissionais. Pense que geralmente uma entrevista dura entre 45 minutos e uma hora. Outra dica é interagir com seu interlocutor sempre que possível para saber se ele tem alguma pergunta ou dúvida sobre determinado tópico. Com isso você pode sentir a temperatura do que realmente mais importa para ele. Perguntar sempre ajuda! Às vezes, ele está mais interessado em saber sobre sua experiência como líder e você está gastando seu tempo contando temas técnicos. Pergunte, escute, absorva e direcione.

::  Comportamento equivocado:  Estar vestido de maneira inapropriada. Terno e gravata para entrevista em agências de publicidade ou camiseta para entrevistas no mercado financeiro geralmente não estão em linha com o dress code da empresa. Perfumes exagerados também podem causar uma má impressão. Já saí algumas vezes da sala de entrevista enjoado devido aos excessos, assim como já vi candidatos não serem contratados pelos seus chefes imediatos pelo mesmo motivo.

:: Dica: Sobre a maneira de se vestir, o LinkedIn também pode ser uma ferramenta interessante para mostrar o perfil dos profissionais da empresa. Sobre o perfume, se resolver usar, prefira pecar pela falta e não pelo excesso.

:: Comportamento equivocado:  Com a resposta sobre a expectativa salarial. Não seja ambicioso dizendo que quer 50% a mais e nem complacente demais a ponto de dizer que aceita metade do que você ganha ou ganhava.

:: Dica: Tire o foco da remuneração. Reforce seu interesse na empresa e em participar de um projeto interessante onde você possa se desenvolver e aportar com seus conhecimentos e habilidades. Se mesmo assim o entrevistador insistir em um número, passe as informações do seu atual (ou último) pacote de remuneração (incluindo bônus, variável e benefícios) e adicione sobre isso um percentual que você considerar justo. Para alguns pode ser inclusive o mesmo salário, e para outros, que de fato buscam um incremento salarial, o número não deve passar muito do que um 20% de acréscimo. Em outros casos, para os que estão buscando uma nova carreira, trabalhar em uma nova indústria, ou por acharem que ganhavam acima do mercado na última passagem, dizer que aceitam um percentual abaixo pode ser totalmente condizente com a situação atual de mercado.

:: Comportamento equivocado: Respostas clichês para aquela velha pergunta dos “pontos fracos ou de desenvolvimento” como “sou perfeccionista” ou “as pessoas dizem que sou workaholic”.

:: Dica: Responda de maneira construtiva trazendo pontos onde de fato você gostaria de se desenvolver. Exemplo: “Estou sempre procurando melhorar meus idiomas. No inglês por exemplo, tenho um nível avançado, mas gostaria de ter mais fluência. Estou trabalhando para isso” ou “Tive pouco tempo de experiência liderando equipes, então sei que tenho muito a aprender e a me desenvolver nesse sentido”.

 

Por William Monteath

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